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IA no currículo: diferencial ou requisito básico?

Dizer que usa IA já não diferencia um desenvolvedor. O que pesa é o julgamento para decidir se a solução atende aos requisitos, ao cliente e ao sistema.

Revisão de código com IA

Em 2023, dizer que dominava IA generativa e engenharia de prompts sinalizava contato antecipado com uma tecnologia ainda nova para muita gente. Hoje, esse uso está entrando no fluxo normal de trabalho — como a IDE, a busca ou qualquer outra ferramenta básica de desenvolvimento.

O diferencial não é declarar que usa IA. É demonstrar julgamento técnico: saber se o resultado atende aos requisitos, respeita o contexto do sistema e resolve a necessidade real do cliente. Também é saber quando recusar uma sugestão plausível e como validar aquilo que foi aceito.

Com o tempo, a IA tende a ficar menos visível no discurso, assim como ninguém descreve um produto dizendo que ele foi feito “com eletricidade”. A infraestrutura vira parte do ambiente; o valor continua nas decisões.

No currículo, portanto, vale menos listar ferramentas e mais explicar resultados: qual problema foi resolvido, que decisão você tomou, como verificou a solução e pelo que assumiu responsabilidade.